Nos dias 3 e 4 de novembro, Luanda acolherá a sexta edição do África Financial Summit (AFIS). Organizado pelo Jeune Afrique Media Group, em parceria com a Corporação Financeira Internacional (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, o AFIS 2026 decorrerá sob o tema “Making Capital Count: Impulsionar o crescimento através do financiamento africano” e centrar-se-á na forma como o sector financeiro do continente pode transformar a sua solidez financeira num maior apoio ao crescimento económico e à criação de emprego.
A cimeira abordará uma questão central para o sector financeiro africano: depois de ter desenvolvido instituições cada vez mais rentáveis e sofisticadas, como poderá o setor alcançar a dimensão, a abrangência e a capacidade necessárias para financiar a próxima fase de transformação do continente?
DA SOLIDEZ FINANCEIRA AO IMPACTO ECONÓMICO
O sector financeiro africano entra nesta nova fase numa posição de força, mas persistem importantes lacunas de financiamento. As receitas bancárias ultrapassaram os 100 mil milhões de dólares em 2024, com uma rendibilidade dos capitais próprios de 19%, enquanto o crescimento abrandou para cerca de 5% ao ano. Ao mesmo tempo, os empréstimos representam apenas cerca de 30% dos ativos bancários em todo o continente, refletindo uma afetação de capitais ainda insuficientemente orientada para os setores produtivos. Milhões de micro, pequenas e médias empresas (MPME) continuam fragmentadas ou operam no sector informal, ficando, por isso, fora dos modelos bancários tradicionais.
Mobilizar mais capital privado e canalizá-lo para a agricultura, a indústria, a habitação, as infraestruturas e as empresas em crescimento exigirá mercados financeiros mais profundos, novos modelos de financiamento e um acesso mais alargado ao crédito.
A dimensão constitui outro aspecto deste desafio. Os 30 maiores bancos africanos detêm aproximadamente 1,2 biliões de dólares em ativos, menos de um terço do total dos balanços dos seus homólogos latino-americanos. As instituições maiores e mais bem capitalizadas conseguem, frequentemente, assumir mais riscos e financiar projetos de maior envergadura, mas a dimensão, por si só, não será suficiente. A próxima geração de grandes instituições financeiras africanas distinguir-se-á pela capacidade de combinar escala, alcance, conhecimento setorial e capacidade de atuação transfronteiriça, mantendo-se centrada nas necessidades de financiamento das economias africanas. Iniciativas recentes, incluindo a Nova Arquitetura Financeira Africana para o Desenvolvimento (NAFAD), lançada pelo Grupo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), sublinham a necessidade de uma maior coordenação entre as instituições nacionais, regionais e continentais. A prioridade passa agora por mobilizar e aplicar os capitais africanos de forma mais eficaz, assegurando que os recursos internos sejam canalizados para investimentos produtivos de longo prazo.
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www.ifc.org.
Consulte o programa:
https://www.afis.africa/en/2026-annual-summit/2026program/
Oradores:
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